Monte Sainte-Victoire visto de Les Lauves
Paul Cezanne. Óleo sobre tela. 1906. // Bastou eu entender que eu vejo o mundo para deixar de vê-lo. Daniil Kharms
Paul Cezanne. Óleo sobre tela. 1906. // Bastou eu entender que eu vejo o mundo para deixar de vê-lo. Daniil Kharms
Chegamos a mais uma edição de Cosmos & Contexto. Seguindo o objetivo fundador desta revista, o de criar um ambiente de diálogo entre diferentes áreas conhecimento (ver em: A Revista), apresentamos neste número textos de autores de origens distintas: um antropólogo, um historiador e um cosmólogo. Começamos pela conferência Dois ou três platôs de uma…
Conferência apresentada na Mesa de Abertura “Etnografia e Antropologia da Ciência e da Tecnologia: etnografia (não ciência?) da ciência (conhecimento habitado? experiência narrada?)” — organizada por Suely Kofes e Daniela Manica, e contando, ainda, com a participação de Otávio Velho — da IV Reunião de Antropologia da Ciência e da Tecnologia (IV ReACT), realizada…
Para entender que uma resposta está errada não é necessário uma mente excepcional, mas para perceber que está errada uma pergunta, precisa-se uma mente criativa. A. Jay Para entender que uma resposta está errada não é necessário uma mente excepcional, mas para perceber que está errada uma pergunta, precisa-se uma mente criativa. A. Jay
Neste número apresentamos textos sobre literatura, filosofia, artes plásticas e ciência. Começamos com o capítulo XII do livro A Teoria da Não Conceitualidade do filósofo alemão Hans Blumenberg. O livro foi recém publicado no Brasil, e traduzido pelo teórico de literatura Luiz Costa Lima. Seguimos com a introdução de Luiz Costa Lima para este mesmo…
por Angela de Almeida, Bia Lessa e Maria Borba “Fernando é único no plural” Lenora de Barros A frase, da poeta e artista plástica Lenora de Barros, é talvez a mais sintética, poética e perfeita tradução da trajetória artística e humana de Fernando Zarif (São Paulo, 1960-2010). Criador compulsivo, dono de uma cultura e…
Trecho da introdução escrita para a tradução brasileira do livro Teoria da Não Conceitualidade de Hans Blumenberg**. – – – – – Embora eu próprio não pretenda conhecer a inteireza da obra do autor, por certo, a obra mais famosa de Blumenberg, A legitimidade dos tempos modernos1, é um confronto explícito com os que se…
1. – Introdução Os desafios conceituais da mecânica quântica foram abordados a partir de duas perspectivas gerais. Uma delas é uma postura instrumentalista, que concebe a teoria como uma mera ferramenta de cálculo para fazer previsões. A outra adota uma posição realista e tenta elucidar como seria a realidade se a mecânica quântica fosse verdadeira….
Fernando Zarif, 1994. // Existem as verdades comuns e as grandes verdades. O contrário de uma verdade comum é completamente falso. O contrário de uma grande verdade é também verdadeiro. Niels Bohr
“Não devemos temer que a Vida, ao encerrar nossa conta, detenha a roda do tear pois o eterno Saki soprará infinitas bolhas, que, como nós, vão surgir e estourar.” Omar Khayyam em Rubaiyat // Página do manuscrito “Rubaiyat” de Omar Khayyam. Caligrafia e ornamentação por William Morris, ilustrações por Edward Burne-Jones. …
Pretendo falar sobre o que somos como máquina biológica sujeita a uma topologia não orientável e que é essa mistura de bio-sistema-topológico que pode nos classificar, não como humanos mas como produtores de modelos de mundo. Depois mostrar que o cristianismo apresenta nas suas confusões míticas uma topologia favorável ao convencimento humano, o que justificaria…
Por mais longe que se vá é impossível chegar aos seus limites. Heráclito // Ilustração do mito de criação do mundo feito por um membro da comunidade indígena do Alto do Rio Negro em São Gabriel da Cachoeira, no Estado do Amazonas. Esse mito e alguns outros encontram-se na 20a edição da Cosmos e Contexto. Clique…