Edição 20
Ilustração do mito de criação do mundo feito por um membro da comunidade indígena do Alto do Rio Negro em São Gabriel da Cachoeira, no Estado do Amazonas. Esse mito e alguns outros encontram-se na 20a edição da Cosmos e Contexto.
Ilustração do mito de criação do mundo feito por um membro da comunidade indígena do Alto do Rio Negro em São Gabriel da Cachoeira, no Estado do Amazonas. Esse mito e alguns outros encontram-se na 20a edição da Cosmos e Contexto.
As estrelas não seguem essa ou aquela trajetória levadas por forças externas. Elas escolhem seus caminhos como se fossem livres e abençoados deuses .
Neste número de Cosmos e Contexto publicamos o artigo “O nascimento do mundo segundo Acádia” por Paul Garelli e Marcel Leibovici que integra a série de artigos que antecedem o encontro Mitos Cosmogônicos, que se realizará nos dias 29 e 30 de agosto, no Instituto de Cosmologia Relatividade e Astrofísica (ICRA/CBPF).
Começamos hoje nossa caminhada rumo ao Evento de 29 e 30 de Agosto desse ano de 2013, sobre os diferentes modos de criação do mundo que os homens produziram ou o que costumamos chamar Mitos Cosmogônicos de Criação. Iremos apresentar seguidamente alguns desses mitos. Nesse número apresentamos um fragmento de um texto dos pensadores franceses S. Sauneron e J. Yoyotte sobre o modo pelo qual antigas civilizações do vale do Nilo, onde hoje é o Egito, descreviam o mundo antes da criação.
Na décima sexta edição de Cosmos e Contexto, Cristina Vaz Duarte da Cruztrata da interdisplinalidade quanto ao estudo da seminótica das instâncias, ampliando seu alcance e permitindo que a busca pelo sentido transite por diversas disciplinas. Em Semiótica e Interdisciplinaridade, a autora retoma a proposta de Jean-Claude Coquet estabelecendo um diálogo entre a fenomenologia e a linguística.
Durante a Segunda Guerra Mundial, na Alemanha, um excelente ator provinciano tem a oportunidade de se tornar um artista nacionalmente reconhecido à custa de sua indiferença política perante o partido vigente. Entretanto, com o passar do tempo, sua indiferença se volta contra seus novos princípios e inicia-se, então, a sua decadência.
Na edição do mês de janeiro, Mario Novello, em “A importância de ideias rejeitadas ou elogio das teorias fracassadas”, comenta o papel do cientista e discute se ele é um desbravador ou construtor da realidade. A partir do status da geometria de Weyl ao longo do século passado analisa o modo de produção científica institucionalizada ao logo do século XX.
Olhei na fachada onde despontava a estranha figura de um homenzinho dentro de um átomo. Li: Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Ao lado, a sigla CBPF/ MCT (i). Dava para perceber que haviam adicionado uma vogal às pressas. O i parecia meio sem jeito, quase envergonhado de estar ali. Olhei uma vez mais o postal para me certificar. A figura de um padre medieval tomava conta de toda a parte principal onde se lia Revista Eletrônica de Cosmologia e Cultura. Em baixo, em letras menores, o endereço que me havia permitido chegar até aqui: Rua Dr. Xavier Sigaud, 150, Urca.
Como diz Badiou, apoiando-se em Deleuze, os filósofos hoje estão procurando estabelecer para a ciência uma função mais vasta e mais profunda do que a simples questão do conhecimento, para que ela passe a ser considerada como uma atividade produtiva, como uma criação e não somente como uma reflexão ou um conhecimento. Trata-se de encontrar na ciência modelos de invenção, de transformação para inserir a ciência não somente na revelação dos fenômenos, em sua organização, mas sim como exemplo de atividade do pensamento e atividade criativa comparável à atividade artística.
Teremos o depoimento da física e professora brasileira Elisa Frota-Pessoa, uma das fundadoras do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), cuja carreira se confunde com a construção da atividade científica no Brasil. Em particular, foi a autora do primeiro artigo científico original publicado depois da criação do CBPF. Esse artigo, como fica claro na entrevista que concedeu à Cosmos & Contexto, poderia ter resultado em uma conquista científica maior, não fossem certos detalhes de natureza não científica envolvidos em sua publicação.
Dando continuidade à série Ciclo 21: A Construção do Tempo, a 10ª edição de Cosmos e Contexto apresenta o texto Tempo de Transcendência, de Leonardo Boff. A xilogravura Newton de William Blake é acompanhada pelo poema Sintaxe de Carlos Castaneda.
Dando continuidade a série de textos ligados a Construção do Tempo, Márcio Tavares do Amaral e Benilton Bezerra Jr. discutem o problema do sujeito e a sua temporalidade a partir de pontos de vista filosófico, histórico e psicanalista. Neste número temos também o texto de Sylvia Joffily relatando seus estudos sobre autismo, elaborando um paralelo com Alice através do espelho de Lewis Carroll. Por fim, Mário Novello, ao se aproximar de seus 70 anos, cuja celebração ocorreu dos dias 15 a 17 de agosto no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, nos conta um pouco sobre sua trajetória como cientista, sua relação com pessoas e obras.